Sob o Chapéu


Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Fevereiro 27, 2008

“Seu bobo.”

Disse, sorri.

E ele nem notou a carga pejorativa atrás.

26/02/2008

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Fevereiro 26, 2008

Mais um passo ao crescimento:

Hoje engoli as lágrimas (literalmente).

Enviado em Poesia reflexiva por inanna.flores no Fevereiro 23, 2008

Se disseres algo, e eu crescer

Fala alto, que eu tombo.

Enviado em Oitavas de mundo por inanna.flores no Fevereiro 18, 2008

Não é determinismo. É estaticismo. O movimento é ilusório, o que talvez pare o mundo…

Transplantes

Enviado em Oitavas de mundo por inanna.flores no Fevereiro 18, 2008

E em oposição à eutanásia, Dr. Frankenstein.

Preguiça

Enviado em Oitavas de mundo por inanna.flores no Fevereiro 18, 2008

Quando algo é inclassificável, o desespero. Tem que caber em algo – não posso ter que criar um juízo além dos pré-existentes em mim. Dá trabalho.

Classificação, maldita, que impede cada caso de ter seu julgamento.

Retrocesso

Enviado em Predominância emotiva por inanna.flores no Fevereiro 18, 2008

Lá, onde o horizonte é curvo

e a natureza se dobra em vida

e se ergue em picos ausentes

Onde sonhar é mais alto, mais feliz

mais audível

Onde as conquistas não se perderam

ou transformaram

Inertes, lindas

Eu chorando de triste comoção.

Porque dói, dói, amar tanto

e o ver e nunca perder

Por que não volta a ser o que era…

Sublime

Enviado em Predominância emotiva por inanna.flores no Fevereiro 18, 2008

Amo

No calar cúmplice da noite,

resignação passiva dos olhos fechados,

Sensações difusas e tatas

toque de sombra, macio

tragado à pele

Fumaça esbelta, esguia

Ascendente eterna em suas tranças

Caminhos torneados

entrecruzados

Amor nosso, belo, negro

Amar intenso no escuro

Doer em sombra

Enviado em Predominância emotiva por inanna.flores no Fevereiro 12, 2008

Mais uma vez, aquele tabu horrível, porém aconchegannte: eu, passiva, penso nele.

A dor de amar faz repensar o conceito de dor. Como o fato de uma dor existir pode confortar – como a solidão, ausência, dói tanto que tomamos o sofrer por companhia. Dói, doemos: o verbo parece que arde, que sente. Dói, ai. Dói…ai. Não sei por que sempre usam o substantivo; o verbo é tão mais sofrido.

Talvez por isso.

Ele é estridente, grita. É feio. Soa até engraçado: e rimos de tão desgraçados. Dói, ai, dor do amor, dor do amar – tão mais contínuo, erguido, corrente eterna. O amor é estável, inteligível… Ao que amar desliza, sorrateiro, pela compreensão. Sentimento, movimento – mudança de conjuntura, mas muda a essência.

Essência de rosa é diferente de aroma de margarida… Mas é tudo perfume de flor. É tudo sombra de vida, fragilidade do ser – porque ser tão frágil é belo, faz chorar. Ser frágil e resistir, e ainda exalar.

Enviado em Oitavas de mundo por inanna.flores no Fevereiro 12, 2008

O caminho mais curto das palavras é sempre o mais enganoso.

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