Sob o Chapéu


filmes

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Agosto 9, 2009

old boy

O escorpião

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Agosto 7, 2009

Vi, não nego, mas esqueço

Ponta bruta, afiada, dolorosa

Era alta, só me via ansiosa

Vontade, ânsia, medo

 

Me apertava, me apertava inteira

Belo, incrível, mas impiedoso

Fobia, sabe, é admiração

É poético, e letal, o veneno

 

Tremi, em pânico, tremi

Tentei fugir, mas estava presa

Meu corpo me parava? Sua estreiteza

Limitados corpos, invasor frenesi

 

Admiração? Puro medo, frustração

Trauma e auto-destruição

Estava intacta, estava

Mas aleijada

 

Chorei, chorei, pelo que podia ter havido

Chorei porque choraria

Fui arrombada, e quedei

Enrolada, assustada

 

Estava inteira, mas não me via

Minhas mãos não respondiam

As pernas, ah, as pernas

As teria amputado sozinha

 

Fraca, incapaz, trêmula

Impotente, inútil, pequena

Morta, morta apenas

 

Inútil, inútil, inútil

E covarde.

O corpo é um fardo.

1812 telarc

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Agosto 5, 2009

Presentes

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 29, 2009

As pessoas te trocam com facilidade. Uma paixão é substituída por outra – mas a tua história não é mais lembrada. A paixão que já não te dão, poderiam, apenas por respeito, dar-te como amor. Como consideração a tudo o que foram juntos.

Mas algumas pessoas só conhecem o imediato: presentes, risadas e paixões.

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 3, 2009

Não sei o que quero. Terminamos algo com o intuito de começar outro… E no fim só resta o luto pelo que findou, e a vontade irracional de voltar. O novo…? Não estamos preparados, e ele está tão distante… Novos começos são mais fáceis, e parecem iminentes quando inviáveis. Mas a viabilidade concretiza a distância… O medo vem, quando nos libertamos, e o alívio mal vive antes de virar lamentação. O que prendia faz falta por mero hábito e segurança. A prisão, à distância, também vira nostalgia… Era triste, mas previsível.

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 1, 2009

“Espero que fique bem, e volte a escrever…” ele disse.

Parece magia.

A ele.

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 1, 2009

Não sei o que dizer a ele. Com o fim, me sinto, enfim, eu mesma; acarinhada por meu próprio olhar… Tanto demorei para isso.

O que lhe digo? Digo-me que me sinto… Não plena, mas densa em minha pequenisse. Pequena o suficiente para me abranger.

Tenho medo de dar meus olhos ao futuro. Mas já não dói tanto sucumbir, fugir um pouco, para sentir essa coisa pequena, concentrada, que cabe em mim e não é nada além de suficiente. Antes era tão grande… Muita coisa, muitos assuntos e pensamentos. Metia os pés pelas mãos: era mais do que podia.

Suficiente. Agora apenas — suficiente.

Ateísmo

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 1, 2009

Deus ri de mim… Boto mais fé em mim do que Ele. Deus tem tanta fé em mim quanto eu nele.

Liberdade

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Abril 1, 2009

Sonhava com liberdade. Distante, era linda — o mundo dos sonhos. Livrei-me, os sonhos secaram; era branca. O sonho era a liberdade em si

Mas o que fazer com a liberdade em si?

a arrumar

Enviado em Uncategorized por inanna.flores no Julho 26, 2008

ciumes, tanto..
me corroendo… lagrimas…
lágrimas sao vermes abrindo caminho pela carne…

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Por esse lado gosto, por este nao gosto.
Mas isto é um sentimento organizado, meu sentimento não é assim. Nem o seu.
Vc apenas pega coisas indissociáveis e as organiza posteriormente para que vc o entenda. Possivelmente passe a entendê-lo como organizado.. Mas ele está lá, julgando seu erro.

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Meu homem. Que cuida de mim, de quem cuido tanto; nosso carinho infinito. A quem acariciar preenche qualquer silêncio… O único ser por quem se é capaz de fazer a loucura íntima de ouvir uma música em dedicação a ele. Porque já é tão parte de si que… Que essa insanidade ocorre, e nem eu saberia dizer por quê. Mas é bom. É para ele.

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Volta cansada para casa depois de uma tarde inteira de trabalho mental e ainda tem que sair para a aula de canto. Que inferno ter de ir, a mente exausta, aquela professora infernal, aquele lugar pequeno e desagradável, ter que dizer oi a todos, agüentar vocalizes, inferno!
Mamãe ofereceu carona. Tudo decantou.
Era apenas cansaço de andar.

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sabe, as palavras sao intelectuais demais
as imagens, de fato, falam
mas a musica é a palavra que sublimou antes de surgir

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